17 de Março de 2009

 

 
JOGO
 
Abro a caixa do Inverno. Tiro os ventos,
as rajadas de chuva, os bancos de neve de onde
fugiram todos os pássaros. Desenrolo à minha
frente os pântanos do Inverno. Ando à volta
deles para desentorpecer as pernas; sacudo
o frio das mãos; limpo a chuva que se me colou
aos cabelos. Depois volto a lançar os dados
 – e avanço até à primavera.
 
Nuno Júdice, poeta português, (Século XX).
 
 
publicado por António Oliveira às 00:01

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